Poema de Fernando Pessoa
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O verdadeiro sábio
O verdadeiro sábio
O verdadeiro sábio é aquele que assim se dispõe que os acontecimentos exteriores o alterem minimamente. Para isso precisa couraçar-se cercando-se de realidades mais próximas de si do que os fatos, e através das quais os fatos, alterados para de acordo com elas, lhe chegam.
Fonte: Fernando Pessoa
ID: 661
Últimos Poemas
Momentos
Carinho: Há momentos onde a tristeza ultrapassa
a doce alegria que nos acompanha
e explodimos em choro.
Há momentos onde
a desistência fala mais alto,
porque sentimos apenas um vazio
sem perspectivas
restando apenas a entrega.
Há momentos onde o cansaço excede
o conforto e a esperança de estar bem.
Há momentos onde somos obrigados
a dar limites,...
Falando aos amigos
Amizade: Quero falar aos amigos...
Uns ganhei há tempos.
Outros são mais recentes.
E quem os deu não ficou sem eles,
pois amizade pode ser sempre dividida
sem nunca diminuir ou enfraquecer.
Pelo contrário, quanto mais dividida mais aumenta.
E há mais vantagens na amizade:
é uma das poucas coisas que não custam nada
mas...
Soneto Antigo
Cecília Meireles: Responder a perguntas não respondo.
Perguntas impossíveis não pergunto.
Só do que sei de mim aos outros conto:
de mim, atravessada pelo mundo.
Toda a minha experiência, o meu estudo,
sou eu mesma que, em solidão paciente,
recolho do que em mim observo e escuto
muda lição, que ninguém mais entende.
O que sou vale mais do que o...
A palavra mágica
Carlos Drummond de Andrade: Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.
Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.
Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra. ...
O Vento na Ilha
Pablo Neruda: O vento é um cavalo
Ouça como ele corre
Pelo mar, pelo céu.
Quer me levar: escuta
como recorre ao mundo
para me levar para longe.
Me esconde em teus braços
por somente esta noite,
enquanto a chuva rompe
contra o mar e a terra
sua boca inumerável.
Escuta como o vento
me chama calopando
para me levar para longe.
Com tua frente a minha...
Amar
Carlos Drummond de Andrade: Que pode uma criatura senão,
senão entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão...