Poema de Cecília Meireles
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4º Motivo da Rosa
4º Motivo da Rosa
Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.
Fonte: Cecília Meireles
ID: 815
Últimos Poemas
O suficiente
Amizade: Há pouco tempo, estava no aeroporto
e vi mãe e filha se despedindo.
Anunciaram a partida, elas se abraçaram e a mãe disse:
Eu te amo. Desejo o suficiente para você.
A filha respondeu:
Mãe, nossa vida juntas tem sido
mais do que suficiente. O seu amor
é tudo de que sempre precisei. Eu...
Perfume
Paixão: Tarde tranqüila,
Uma bela noite se aproxima...
Meus olhos vão te encontrar,
Meu mundo vai brilhar
Assim que você chegar...
O show
Das estrelas será especial,
A participação da lua insubstituível,
Teu perfume vai me envolver,
Você ficará comigo a noite inteira,
Mesmo depois de ir
Seu perfume vai ficar,
Ficará no meu corpo
Presenciará os meus sonhos
Permanecerá no meu amanhecer
E aos poucos...
O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar
Carlos Drummond de Andrade: O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar. ...
Carinho
Carinho: Carinho é fonte energética.
Carinho é caminho de amor.
Carinho nunca é demais.
A afetividade é importante, sim.
Pois, como um ser humano ainda imperfeito,
ainda aprendiz, pode bastar-se a si mesmo?
Não, amigos, a individualidade, sem dúvida,
é direito de cada um de nós.
Mas, em excesso, é egoísmo.
Viemos aqui para aprender.
Aprendizagem é sinônimo de troca de...
Resíduo
Carlos Drummond de Andrade: (...) Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
(...) E de tudo fica um pouco.
Oh...
Os poemas
Mário Quintana: Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava...