Poema de Carlos Drummond de Andrade
Seja bem-vindo ao site de Poemas para Orkut. Aqui você encontra centenas de Mensagem, Poetas, Poemas de Carlos Drummond de Andrade, Poesias, Mensagens, Pablo Neruda, Poemas famosos, Recados e Scraps para Orkut, Recadinhos e poemas que você pode usar no Orkut, MySpace, Hi5, no seu Blog e Fotolog.
Você está em:
Poemas »
Carlos Drummond de Andrade »
Amor - pois que é palavra essencial
Amor - pois que é palavra essencial
Amor - pois que é palavra essencial
comece esta canção e toda a envolva.
Amor guie o meu verso, e enquanto o guia,
reúna alma e desejo, membro e vulva.
Quem ousará dizer que ele é só alma?
Quem não sente no corpo a alma expandir-se
até desabrochar em puro grito
de orgasmo, num instante de infinito?
O corpo noutro corpo entrelaçado,
fundido, dissolvido, volta à origem
dos seres, que Platão viu completados:
é um, perfeito em dois; são dois em um.
Integração na cama ou já no cosmo?
Onde termina o quarto e chega aos astros?
Que força em nossos flancos nos transporta
a essa extrema região, etérea, eterna?
Ao delicioso toque do clitóris,
já tudo se transforma, num relâmpago.
Em pequenino ponto desse corpo,
a fonte, o fogo, o mel se concentraram.
Vai a penetração rompendo nuvens
e devassando sóis tão fulgurantes
que nunca a vista humana os suportara,
mas, varado de luz, o coito segue.
E prossegue e se espraia de tal sorte
que, além de nós, além da prórpia vida,
como ativa abstração que se faz carne,
a idéia de gozar está gozando.
E num sofrer de gozo entre palavras,
menos que isto, sons, arquejos, ais,
um só espasmo em nós atinge o climax:
é quando o amor morre de amor, divino.
Quantas vezes morremos um no outro,
nu úmido subterrâneoda vagina,
nessa morte mais suave do que o sono:
a pausa dos sentidos, satisfeita.
Então a paz se instaura. A paz dos deuses,
estendidos na cama, qual estátuas
vestidas de suor, agradecendo
o que a um deus acrescenta o amor terrestre.
Fonte: Carlos Drummond de Andrade
ID: 920
Últimos Poemas
Por Um Minuto
Paixão: Tudo está perfeito...
As estrelas estão no palco,
A doce brisa de uma noite de primavera.
É tão maravilhoso esse momento.
Queria você
Mais um pouquinho,
Por um minuto.
Gostaria de te abraçar
Ficar ao teu lado e jamais pensar em partir.
O nosso tempo se acaba,
Tenho que voltar ao meu mundo.
O silêncio comanda os meus pensamentos
E só sinto as...
Palmeira
Natureza: Olho a nobre palmeira, em cujo cimo, a fronde
Se agita a farfalhar; e, ora canta e assobia,
Ora esbraveja, em fúria, ou solta, de onde em onde,
Gemidos de uma atroz, lancinante agonia…
Que alma contraditória em teu cerne se esconde
Que te faz rir, alegre, ou suspirar, sombria?
E a palmeira imperial, humilde, me responde:
-...
Sombras
Reflexão: O Brasil é um país rico em extensão territorial e densamente povoado. O povo é pobre e a sociedade discrimina os que podem menos.
Grande maioria da população, ocupada em sobreviver, não tem tempo para refletir o que esta acontecendo a sua volta, são apenas observadores participantes, não conseguem se inserir no...
Me dá uma chance...???
Amor: Muitas vezes dizemos
ou até mesmo fazemos coisas
que machucam muito as pessoas...
E sei que fiz algo que te magoou muito...
Mas entenda que a gente erra.
Somos humanos com defeitos e qualidades...
Gosto muito de você,
sempre vivemos uma amizade aberta,
verdadeira e com muito respeito.
Quero que compreenda meu erro, e reconsidere...
Quero muito que volte atrás com...
A vida é bela
Felicidade: A vida é bela
quase tão bela quanto aquela
que a gente sonhou.
E é preciso ser feliz.
A vida tem quimeras
tem sonhos na janela
e tem portas abertas
e portas que se fecham.
A vida é uma promessa
que temos que cobrar
do mundo, de nós mesmos
e de quem nela entrar.
Mas é preciso crer
ousar, ir buscar
e se não...
Choro
Tristeza: Como exalas, penhasco, o licor puro,
Lacrimante a floresta lisonjeando?
Se choras por ser duro, isso é ser brando,
Se choras por ser brando, isso é ser duro.
Eu, que o rigor lisonjear procuro,
No mal me rio, dura penha, amando;
Tu, penha, sentimentos ostentando,
Que enterneces a selva, te asseguro.
Se a desmentir afetos me desvio,
Prantos, que o...