Poema de Carlos Drummond de Andrade
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No meio do caminho
No meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Fonte: Carlos Drummond de Andrade
ID: 704
Últimos Poemas
Perfume
Saudades: Na mesa da cabeceira,
restaram algumas lembranças.
Num frasco de cristal...
teu perfume.
Poucas gotas apenas,
- de uma paixão eterna -
silenciosa saudade.
Tem tua marca e teu cheiro,
que tanto me hipnotizava.
Ficou no travesseiro,
penetrou... impregnou.
Às vezes fico pensando...
um dia, se te pedir pra voltar,
se ainda tens este cheiro,
- que dominou-me por inteiro -
e tanto,...
Existe Tanta Coisa...
Aniversário: Existe tanta coisa a ser celebrada no seu aniversario,
para começar, o quanto é bom poder ter te conhecido!
Seu sorriso caloroso, seu carinho
e o seu jeito tão preocupado sempre querendo ajudar.
Todas estas qualidades tem feito a vida das pessoas
que te rodeiam mais feliz.
Não é de se estranhar...
Aniversário de Casamento
Aniversário: Hoje vocês estão comemorando um dia muito especial, daqueles que nunca se esquece...
Nunca se apaga da memória...
O aniversário de casamento...
Muita dificuldade vocês enfrentaram na vida...
Muita luta vocês venceram juntos; isso é uma demonstração de amor, carinho, perseverança...
Foi preciso ter muita coragem para vencer tudo que vocês...
Lágrimas
Tristeza: Ela chorava muito e muito, aos cantos,
Frenética, com gestos desabridos;
Nos cabelos, em ânsias desprendidos,
Brilhavam como pérolas os prantos.
Ele, o amante, sereno como os santos,
Deitado no sofá, pés aquecidos,
Ao sentir-lhe os soluços consumidos,
Sorria-se cantando alegres cantos.
E dizia-lhe então, de olhos enxutos;
- “Tu pareces nascida de rajada,
Tens despeitos raivosos, resolutos;
Chora, chora, mulher arrenegada;
Lacrimosa...
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento
Pablo Neruda: É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. ...
Desencanto
Manuel Bandeira: Eu faço versos como quem chora
De desalento. . . de desencanto. . .
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente. . .
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios...