Poema de Religiosas
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Rosas de Outubro
Rosas de Outubro
Senhora! Outubro veio abotoar de flores Em número infinito meu jardim. Roseiras abrolharam multicores, E em cores tais que eu nunca vira assim.
Pensando em ti, Maria, corri contente, Colher abadas e braçadas delas... Tentei até uma escolha inutilmente. Conquanto tantas, todas eram belas...
Pensando em ti, lancei-me estrada em fora, Meus braços mal arcando a tanta flor, E tão pensante andei em ti, Senhora, Que nem senti de tanto espinho a dor! Corri, pois sim, foi doida essa corrida! Topei com tanta pedra pela estrada! Verti tanto suor, ó Mãe querida!
Pensando em ti, porém, tudo era nada! Fui cego e louco no lidar infindo.
Pensando em ti, busquei-te o exemplo só. Corri... e as pétalas foram caindo, E as rosas desfolhando sobre o pó! Cheguei cansado de vencer caminhos, Nenhuma rosa conservou-se mais! Restou-me um feixe de cruéis espinhos, Espinhos que têm sangue até os varais! Estulto andei... (feliz loucura santa!)
Não chorarei. Porém, minha alma em dores comprime espinhos no seu peito e canta: "Aí as tens as minhas pobres flores!".
Fonte: Luís do Rego (Ir. Roberto Teódulo) (Revi
ID: 1108
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