Poema de Reflexão
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Sombras
Sombras
O Brasil é um país rico em extensão territorial e densamente povoado. O povo é pobre e a sociedade discrimina os que podem menos.
Grande maioria da população, ocupada em sobreviver, não tem tempo para refletir o que esta acontecendo a sua volta, são apenas observadores participantes, não conseguem se inserir no contexto do século XXI. Eu sou privilegiada, faço parte deste conglomerado, porém com uma vantagem, tenho muito tempo para pensar, analisar e concluir. Foi numa dessas ondas de reflexão, que descobri que o mundo possui dois tipos de sombras.
A primeira é aquela abençoada, que em dias de calor forte acalma seu sofrimento, além de ser divertida, porque as crianças vivem fazendo mesuras com seus desenhos e divertem-se a valer. Pelo que se pode constatar este tipo de sombra é divertido e benéfico.
O segundo tipo é maléfico e quando se instala no seu coração tem o efeito de uma bomba atômica, devasta, arrasa e corrompe tudo que você é e sente. Essa sombra recebe o cognome de DESCONFIANÇA, ela te deixa incapaz de manter relacionamento social, mental ou cultural com qualquer pessoa. A partir do momento que você a descobre, seu DESCONFIÔMETRO fica ligadão 24 horas por dia, esperando de onde virá a pancada fatal que vai destruir tudo que você é e acredita. E te lançar num turbilhão de desespero e dor às vezes irrecuperável.
Fonte: Beth Martins
ID: 1004
Últimos Poemas
Escreva-me
Amizade: Quando o vento tiver desfolhado as árvores
Os outros tiverem ido ao cinema
E você quiser ficar sozinho
Se você não quer falar muito
Então escreva-me
Fará você se sentir menos frágil
Quando nas pessoas encontrar
Somente indiferença
Jamais se esqueça de mim
E se você não tiver
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Não precisa se preocupar
Eu saberei entender
Pra mim, basta saber
Que...
Desconhecido
Amor: Desconhecido e existente,
Voz agressiva e valente,
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Doce e paciente.
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Enfurecido saliente,
Dominador e caliente.
Duas vidas alteradas e readaptadas,
Altas noites e romper da madrugada.
Distância longa estrada,
Segredos amo te calada.
Ó vida desamparada,
No aconchego de teus braços,
Ser abraçada com palavras,
De amor acalmada....
Escritor
Carlos Drummond de Andrade: Escritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira.
...
Se for...
Felicidade: Se for para esquentar,
que seja no sol.
Se for para enganar,
que seja o estômago.
Se for para chorar,
que seja de alegria.
Se for para roubar,
que seja um beijo.
Se for para perder,
que seja o medo.
Se for para cair,
que seja na gandaia.
Se existir guerra,
que seja de travesseiros.
Se existir fome,
que seja de amor.
Se for para ser feliz,
que...
A noite dissolve os homens
Carlos Drummond de Andrade: A noite desceu. Que noite!
Já não enxergo meus irmãos.
E nem tão pouco os rumores que outrora me perturbavam.
A noite desceu.
Nas casas, nas ruas onde se combate,
nos campos desfalecidos, a noite espalhou o medo e a total incompreensão.
A noite caiu. Tremenda, sem esperança...
Os suspiros acusam a presença negra...
A paixão medida
Carlos Drummond de Andrade: Trocaica te amei, com ternura dáctila
e gesto espondeu.
Teus iambos aos meus com força entrelacei.
Em dia alcmânico, o instinto ropálico
rompeu, leonino,
a porta pentâmetra.
Gemido trilongo entre breves murmúrios.
E que mais, e que mais, no crepúsculo ecóico,
senão a quebrada lembrança
de latina, de grega, inumerável delícia? ...