Poema de Natureza
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Palmeira
Palmeira
Olho a nobre palmeira, em cujo cimo, a fronde
Se agita a farfalhar; e, ora canta e assobia,
Ora esbraveja, em fúria, ou solta, de onde em onde,
Gemidos de uma atroz, lancinante agonia…
Que alma contraditória em teu cerne se esconde
Que te faz rir, alegre, ou suspirar, sombria?
E a palmeira imperial, humilde, me responde:
- Não sou eu! Quem me agita a fronde é a ventania!
Olho, agora, aos meus pés, uma couve tronchuda
As folhas oscilando em leve movimento,
Para cá, para lá, conforme o vento muda.
- Esta, digo eu, não tem prazer nem sofrimento!
E ela, abrindo num riso a face repolhuda,
Impa de orgulho e diz: — Sou eu quem faz o vento!
Fonte: Bastos Tigre
ID: 1064
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Aniversário de Filho
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O Ramo de Flores do Museu, 2
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Crepitam...
Coliseu
Cecília Meireles: Cem mil pupilas houve:
- cem mil pupilas fitas na arena.
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Os olhos da mulher formosa que os poetas cantaram.
E os olhos da fera acossada,
do lado oposto.
Os olhos que ainda brilham fulvos,
agora, na eternidade igual de todos.
Cem mil pupilas:
- ilustres, insensatas, ferozes, melancólicas,
vagas, severas, lânguidas...
Cem...