Poema de Manuel Bandeira
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Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo
Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo
Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo
Quero apenas contar-te a minha ternura
Ah se em troca de tanta felicidade que me dás
Eu te pudesse repor
-Eu soubesse repor_
No coração despedaçado
As mais puras alegrias de tua infância!
Fonte: Manuel Bandeira
ID: 799
Últimos Poemas
A estrelinha verde
Reflexão: Era uma vez... milhões e milhões de estrelas no céu. Havia estrelas de todas as cores: brancas, lilases, prateadas, douradas, vermelhas, azuis. Um dia, elas procuraram o Senhor Deus Todo Poderoso, o Senhor Deus do Universo, e disseram-lhe:
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O teu riso
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Canção Excêntrica
Cecília Meireles: Ando à procura de espaço
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
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Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
protejo-me num abraço
e gero uma despedida.
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esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por...
Tudo vale a pena quando a alma não é pequena
Fernando Pessoa: Tudo vale a pena quando a alma não é pequena. ...
Os poemas
Mário Quintana: Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava...
O Silêncio
Mário Quintana: Há um grande silêncio que está sempre à escuta...
E a gente se põe a dizer inquietamente qualquer coisa,
qualquer coisa, seja o que for,
desde a corriqueira dúvida sobre se chove ou não chove hoje
até a tua dúvida metafísica, Hamleto!
E, por todo o sempre, enquanto a gente fala,...