Últimos Poemas
O que seria sem um amigo?
Amizade: O que seria sem um amigo?
O coração sem abrigo,
Um barco a deriva
Sem um porto de chegada,
De alegria ímpar
Nas gargalhadas de madrugada,
Uma mão que absorve
Em muito de uma dor,
Um olhar que te socorre
Indiferente raça e cor,
Um coração que não falta espaço,
Como na beira de um riacho
Fazendo-se mar,
Eu te diria é...
Vida
Mário Quintana: A vida são deveres que nos trouxemos
para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas há tempo...
Quando se vê, já é 6ª feira...
Quando se vê, passaram 60 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
Se me dessem um dia outra oportunidade,
Eu nem olhava no relógio, seguiria sempre em frente
E iria jogando...
Beijos perdidos
Amor: Nem sei dizer quantas vezes
Já me falaram de amor!
Mas . . . você é diferente
Faz isso com tanto ardor
Ardor que vem do sentimento
real, sem nenhum tormento...
Desejando com sinceridade,
apenas lhe dar felicidade...
Como feixes amarrados
Apertas meu coração
Já não me basta de ver
Anseio sentir teu querer
Para sentir meu querer,
basta realmente, querer...
Basta me...
Mistérios Femininos
Affonso Romano de Sant'ana: Uma coisa especial ocorre com a mulher depois que ama.
Reparem, estou dizendo, depois que ama.
Não estou me referindo a ela enquanto está no ato do amor.
Disto se pode falar também,
e a literatura a partir do romantismo e depois o cinema,
modernamente,
já tentaram de várias formas simular na relação amorosa
como a mulher...
Felicidade na sua porta
Felicidade: Oi! Muito prazer!
Meu nome é Felicidade.
Faço parte daqueles que têm amigos, pois ter amigos é ser feliz.
Faço parte da vida daqueles que acreditam que ontem é passado, amanhã é futuro e hoje é uma dádiva.
Por isso se chama presente.
Faço parte da vida daqueles que acreditam na força do...
Desencanto
Manuel Bandeira: Eu faço versos como quem chora
De desalento. . . de desencanto. . .
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente. . .
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios...