Poema de Mário Quintana
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A canção da vida
A canção da vida
A vida é louca
a vida é uma sarabanda
é um corrupio...
A vida múltipla dá-se as mãos como um bando
de raparigas em flor
e está cantando
em torno a ti:
Como eu sou bela
amor!
Entra em mim, como em uma tela
de Renoir
enquanto é primavera,
enquanto o mundo
não poluir
o azul do ar!
Não vás ficar
não vás ficar
aí...
como um salso chorando
na beira do rio...
(Como a vida é bela! como a vida é louca!)
Fonte: Mário Quintana
ID: 865
Últimos Poemas
Sonhos
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Canção Excêntrica
Cecília Meireles: Ando à procura de espaço
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para o desenho da vida.
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Você me machucou
Fim de Relacionamento: É tão ruim quando alguém machuca a gente, Você não imagina o mal que me fez.
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Homenagem a enfermeira
Profissões: Logo ao amanhecer,
começam a se movimentar,
na luta contra a dor
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a todos atende com muito amor,
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As vezes até nem é culpada,
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Meu Vício
Paixão: Meu vício tem cheiro de luar;
E, por isso, não tem preço;
A sensação vem de vagar;
Não tem fim nem começo;
Meu vício embriaga a alma;
E tonteia o ego;
Com ele ando com calma;
Pra todo lugar o carrego;
Meu vício não tem cura;
E nem contra indicação;
Me lava a loucura;
E ainda me da mais razão;
Meu vício é...
Amar
Carlos Drummond de Andrade: Que pode uma criatura senão,
senão entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão...