Poema de Fernando Pessoa
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O amor romântico é como um traje
O amor romântico é como um traje
O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.
Fonte: Fernando Pessoa
ID: 656
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Amor: Quando te vejo:
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Quando te toco:
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minha boca se cala, meus olhos se fecham,
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Todo o meu mundo se torna uno,
porque tenho...
Daqui a 10 anos
Reflexão: Que idade tem a leitora? E o leitor?
Não, não me precisam dizer, não faz
diferença.
O que eu quero dizer é que a leitora daqui a 10 anos estará dez anos mais velha.
E o leitor também, é claro.
E não é formidável isso?
Sim, eu sei, estou dizendo uma baita...
Os teus pés
Pablo Neruda: Quando não posso contemplar teu rosto,
contemplo os teus pés.
Teus pés de osso arqueado,
teus pequenos pés duros.
Eu sei que te sustentam
e que teu doce peso
sobre eles se ergue.
Tua cintura e teus seios,
a duplicada púrpura
dos teus mamilos,
a caixa dos teus olhos
que há pouco levantaram vôo,
a larga boca de fruta,
tua rubra cabeleira,
pequena torre minha.
Mas...
Embriaguez
Amor: Este teu corpo moreno que me envenena,
embriaga fazendo me viajar, percorrendo de norte a sul.
Nesta embriaguez de prazeres delirantes fazendo me sonhar que é possível te amar, uma hora, um dia e uma eternidade.
Teus lábios deslizando em meu corpo até o ponto mais sensível, me levando às estrelas numa explosão...