Poema de Fernando Pessoa
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O amor romântico é como um traje
O amor romântico é como um traje
O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.
Fonte: Fernando Pessoa
ID: 656
Últimos Poemas
Instantes
Reflexão: Se eu pudesse viver minha vida novamente,
A próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito: relaxaria mais,
Seria mais tolo do que tenho sido e, de saída
Levaria mais a sério pouquíssimas coisas.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, faria mais viagens,
Contemplaria mais entardeceres,
Subiria mais montanhas, nadaria em rios,
Iria a lugares...
Esquecer não custa nada!
Desculpa: Sabe,eu tentei de tudo...
Tentei ser a mulher que você sonhou, tentei ser a amiga, a confidente, a aliada...
Tentei de todas as formas, não perder você, mas sei que é tarde demais.
Sei o quanto errei, e sei que te magoei mais do que o que seria tolerado...
Sou humana...
Amadurecer
Reflexão: Quanto mais vivo,
quanto mais insípidas
me parecem
as pequenas satisfações
que a vida me dá,
tanto mais claramente
compreendo
onde devo procurar a fonte
das alegrias da vida
Ensino e aprendo
que ser amado
é jogo de sedução,
onde quem perde
ou ganha é campeão...
O dinheiro não é nada,
a fama, o poder...
tudo isto é importante,
se for planejado
para ser feliz,
compartilhar,
viver. ...
Pôr do Sol
Amor: No início um pôr do Sol cheio de promessas,
Promessas de amor, carinho e descobertas.
Numa madrugada de juras, delícias e ternuras,
Trinta minutos desejados e vividos.
Um nascer do sol,
Com infinito vazio e solidão.
Na esperança que o Sol se vá,
A madrugada chegue e arranque,
Do peito essa dor da ansiedade.
Amor misterioso fenômeno,
Como dói a dor...
Envelhecer
Reflexão: ENVELHEÇO
quando me fecho para as novas idéias e me torno radical...
ENVELHEÇO
quando o novo me assusta e minha mente insiste em não aceitar...
ENVELHEÇO
quando me torno impaciente, intransigente e não consigo dialogar...
ENVELHEÇO
quando meu pensamento abandona sua casa e retorna sem nada acrescentar...
ENVELHEÇO
quando muito me preocupo e...
Que presente te dar
Affonso Romano de Sant'ana: Que presente te darei, eu que tanto quero e
pouco dou, porque mesquinho, egoísta,
distraído não te cumulo daquilo que deveria cumular?
Deveria desatar inúmeros presentes ao pé da árvore,
entreabrindo jóias, tecidos, requintados e pessoais objetos, ou deveria dar-te o que não posso buscar lá fora, mas o que em mim está fechado...