Últimos Poemas
O Ramo de Flores do Museu, 1
Cecília Meireles: Ó cinérea Princesa, as vossas flores
ficarão para sempre mais perfeitas,
já que o tempo extinguiu brilhos e cores;
já que o tempo extinguiu a habilidosa
mão que elevou, serenas e direitas,
a tulipa sucinta e a ardente rosa
Não há mais ilusão de outra presença
que o Amor, que inspirou graças tão finas
- que ninguém viu e...
Dois Mundos
Namoro: Se o homem é a montanha
A mulher, o sol que se revela por detrás
É como se fosse o vidro
Que somente a areia faz
E quando soprada pelo vento,
Vai ao longe encontrar as tendas
E das tendas, a mulher é o oásis
E os homens, as pedras que...
O povo nunca é humanitário
Fernando Pessoa: O povo nunca é humanitário. O que há de mais fundamental na criatura do povo é a atenção estreita aos seus interesses, e a exclusão cuidadosa, praticada sempre que possível, dos interesses alheios. ...
Eu quero agradecer
Agradecimento: Eu queria te agradecer por tudo mais não sei como, você féis tanta coisa por mim, me ajudou quando precisei.
Você é uma pessoa muito boa, alegre, companheira, eu gosto muito de você muito mesmo, se precisar de algo fala comigo um favor qualquer coisa, eu sempre estarei do seu lado isso...
Herança
Cecília Meireles: Eu vim de infinitos caminhos,
e os meus sonhos choveram lúcido pranto
pelo chão.
Quando é que frutifica, nos caminhos infinitos,
essa vida, que era tão viva, tão fecunda,
porque vinha de um coração?
E os que vierem depois, pelos caminhos infinitos,
do pranto que caiu dos meus olhos passados,
que experiência, ou consolo,...
Com os anjos
Aniversário: No dia em que você nasceu, os anjos tristes por sua
partida entoaram hinos harmoniosos e angelicais,
era uma despedida entre irmãos.
Anjos de asas transparentes, anjos sorridentes, que juntos
brincavam no céu. A separação doía, não queriam
ficar longe de você, anjo travesso e feliz,
foi então que tiveram uma idéia:
Em cada ano de vida terrestre,...