Poema de Fernando Pessoa
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Correr riscos
Correr riscos
Correr riscos reais, além de me apavorar, não é por medo que eu sinta excessivamente - perturba-me a perfeita atenção às minhas sensações, o que me incomoda e me despersonaliza.
Fonte: Fernando Pessoa
ID: 675
Últimos Poemas
Ser feliz é Viver Intensamente
Felicidade: Ser feliz não é ter uma vida isenta de perdas e frustrações.
É ser alegre, mesmo se vier a chorar;
É viver intensamente, mesmo no leito de um hospital;
É nunca deixar de sonhar, mesmo se tiver pesadelos;
É dialogar consigo mesmo, ainda que a solidão o cerque;
É sempre ser jovem, mesmo se os...
O tempo
Reflexão: Para entender o valor de um mês:
pergunte a uma mãe que teve um filho prematuro.
Para entender o valor de uma semana:
pergunte ao editor de uma revista semanal.
Para entender o valor de uma hora:
pergunte aos apaixonados que estão esperando o momento do encontro.
Para entender o valor...
Certas coisas
Affonso Romano de Sant'ana: Certas coisas
não se podem deixar para depois.
Muitos poemas perdi
pensando: "depois escrevo",
"agora estou almoçando"
ou "consertando a porta".
Assim, adiei - perdi
o melhor de mim.
Certas coisas
não podem deixar para depois,
e nisto incluo; frutos no galho,
mudanças sociais,
certas coxas e bocas
e esta manhã que se esvai.
Certas coisas
não podem deixar para depois
o amor não se adia
como se...
Astros de Amor
Amor: Tu que outrora conheci, em um teclado,
Alcançaste um império sem fim e extremo.
Encheste meu mundo de esperanças,
E meu pensamento, fez me ver e crer,
Que ainda existe uma extrema chance de amar.
E se o futuro é já presente na visão...
Na visão de quem sabe ver,
A hora passa o gênio fica,
Fica oculto...
Mãe o teu amor é o maior do mundo
Dia das Mães: Mãe, seu afago me acompanha desde os meus primeiros movimentos
Sua paciência me revelou como viver
Com carinho me cedeu o dom de falar
Com esmerada delicadeza ajudou-me ficar de pé
E com cautela me deu segurança para que eu firmasse os primeiros passos
Sua mão que acariciava,também me amparava, guiando-me rumo
a vida
A suave carícia da...
Ausência
Carlos Drummond de Andrade: Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
...