Poema de Amor
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Embriaguez
Embriaguez
Este teu corpo moreno que me envenena,
embriaga fazendo me viajar, percorrendo de norte a sul.
Nesta embriaguez de prazeres delirantes fazendo me sonhar que é possível te amar, uma hora, um dia e uma eternidade.
Teus lábios deslizando em meu corpo até o ponto mais sensível, me levando às estrelas numa explosão de prazeres na mais profunda penetração, nossos corpos se fundem.
Numa súbita manifestação de uma só alma, num cansaço, um nos braços do outro dormimos sentindo a doçura de nossos lábios...
Fonte: Bárbara Ribeiro do Couto
ID: 1101
Últimos Poemas
Cariocas
Carlos Drummond de Andrade: Como vai ser este verão, querida,
com a praia, aumentada/ diminuída?
A draga, esse dragão, estranho creme
de areia e lama oferta ao velho Leme.
Fogem banhistas para o Posto Seis,
O Posto Vinte... Invade-se Ipanema
hippie e festiva, chega-se ao Leblon
e já nem rimo, pois nessa sinuca
superlota-se a Barra da Tijuca
(até que alguém se lembre...
Mãe é Tudo
Dia das Mães: Em nossa infância de sonhos,
com a magia do amor
é Fada que mostra a vida
sem os espinhos da dor.
E quando, na mocidade,
trilhamos grandes desertos,
é Estrela de luz amiga
guiando os passos incertos.
E no fim, desiludidos,
sem esperança e ninguém,
é Saudade que nos lembra:
- fomos felizes também!
...
De Repente
Mário Quintana: Olho-te espantado:
Tu és uma Estrela do mar.
Um mistério estranho.
Não sei...
No entanto,
O livro que eu lesse,
O livro na mão.
Era sempre o teu seio!
Tu estavas no morno da grama,
Na polpa saborosa do pão...
Mas agora enchem-se de sombra os cântaros.
E só o meu...
O auto Retrato
Mário Quintana: No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco...
Felicidade na sua porta
Felicidade: Oi! Muito prazer!
Meu nome é Felicidade.
Faço parte daqueles que têm amigos, pois ter amigos é ser feliz.
Faço parte da vida daqueles que acreditam que ontem é passado, amanhã é futuro e hoje é uma dádiva.
Por isso se chama presente.
Faço parte da vida daqueles que acreditam na força do...
Certas coisas
Affonso Romano de Sant'ana: Certas coisas
não se podem deixar para depois.
Muitos poemas perdi
pensando: "depois escrevo",
"agora estou almoçando"
ou "consertando a porta".
Assim, adiei - perdi
o melhor de mim.
Certas coisas
não podem deixar para depois,
e nisto incluo; frutos no galho,
mudanças sociais,
certas coxas e bocas
e esta manhã que se esvai.
Certas coisas
não podem deixar para depois
o amor não se adia
como se...